Fazer exercício por 11 minutos por dia já reduz o risco de morte prematura em 23%.
Maior meta-análise já feita sobre atividade física — 30 milhões de participantes — mostra que o benefício começa antes do que se pensava
Fonte: Pearce, M. et al. (2022). Association between physical activity and risk of mortality. British Journal of Sports Medicine.
Você não precisa de uma hora na academia. 11 minutos por dia de atividade física moderada (caminhada rápida, por exemplo) já reduzem o risco de morte prematura em 23% e o risco de doença cardiovascular em 17%. O dado vem da maior meta-análise sobre atividade física já conduzida (Pearce et al., 2022, British Journal of Sports Medicine — 196 estudos, 30 milhões de participantes).
O limiar mínimo
A OMS recomenda 150 minutos semanais de atividade moderada (~21 min/dia). Mas o estudo de Pearce mostrou que benefícios significativos começam com apenas 75 minutos semanais (~11 min/dia). Abaixo de 75 min, o benefício ainda existe, mas é menor.
A curva de dose-resposta
O benefício não é linear — é uma curva de retornos decrescentes:
- 0→75 min/semana: redução de 23% no risco de mortalidade
- 75→150 min/semana: redução adicional de 8% (total 31%)
- 150→300 min/semana: redução adicional de 4% (total 35%)
Os primeiros 11 minutos diários geram o maior retorno marginal. Depois disso, cada minuto adicional vale menos.
O dado brasileiro
Segundo a Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco, Ministério da Saúde, 2024), 47,2% dos brasileiros adultos não atingem o mínimo de 150 minutos semanais de atividade física. A inatividade física custa ao SUS R$3,6 bilhões por ano em internações evitáveis (Lancet Brazil Series, 2022).
Se 11 minutos parece pouco, é porque é. E já funciona.
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